sábado, outubro 20, 2012

sábado, agosto 07, 2010

um emigrante!



 
...algures em áfrica do sul...
encontrei um elefante indiano e o seu tratador sul africano!

Mamã da fuba!







Mamã da Fuba!
Teu sorriso aberto, mascarado de branco
Esperando sentada, de braços abertos com coloridas bacias,
o comprador que passa no mercado.
E sem saber, vais alimentando os sonhadores de Angola!
- “ Ámiga quer fuba? Para fazer funge para o teu marido e filhos!”
- “Mamã! Não sei fazer funge! Mas quero 2 latas de sorrisos e um abraço que vou distribuir pela Família!”

sexta-feira, novembro 27, 2009

caminho



      
 
Para onde me levam meus pés?
... por onde vagueiam os pensamentos!
Para onde seguem esses caminhos?
... por onde começa a liberdade!
Para onde nos leva essa linha escrita no asfalto?
... por poemas intermináveis!
Para onde focar o olhar?
... por cima da nossa vontade!

 
... para onde me levam estes pés!


sexta-feira, outubro 30, 2009

olha o passarinho! deixa ver o passarinho!


Olhó passarinho Take I!



 
 
Olhó passarinho Take II!
 
 



Os sorrisos de volta são sempre imensos!



segunda-feira, julho 13, 2009

" ká tem "

Ter ou não ter?...eis a questão!...



Aqui, "ka tem" luz...
"Ka tem" pão todos os dias...
"Ka tem" frutas...
"Ka tem" água na torneira...
"Ka tem" papel higiénico...
"Ka tem" transportes...
"Ka tem" forma de levantar dinheiro...
"Ka tem" horários marcados...
"Ka tem" promessas cumpridas...
"Ka tem" médico...
"Ka tem" medicamentos...
"Ka tem" stress...
"Ka tem" frio...
"Ka tem" Pai Natal...
"Ka tem" telefone...
a mi "Ka tem" nunca bateria...
...mas "Ka tem" problema!
Quem assim pensa aqui "cá tem" paciência para ultrapassar tudo isto!
E nós, na verdade precisamos disto para viver???


PS: ... foi a Cris Mana quem escreveu, quem sentiu, quem viveu tudo isto... na Guiné - Cacheu, bem podia ter sido aqui em Angola profunda, ou em qualquer outra parte... fica apenas a essência de que "ka tem coisas" mas... tem muita alma e amor!! as imagens são também dela!
Para ti e para os que acreditam em pequenas coisas, um abraço do tamanho de África!
(ká tem = não há)

quinta-feira, julho 02, 2009

Imbondeiro



em cada embondeiro uma alma!
com seu jeito e forma de estar!
solitário,
em grupo,
em reunião,
em união!
não importa!
parecem sempre, estar em uníssono com a natureza!
bailando ao vento os seu ramos, os seus frutos como quem tenta hipnotizar o céu!
lançando á terra sementes e amor!
dando sombra aos que passam ou nele habitam!
há em cada um, algo místico e sincero que nos faz prender o olhar!
o verde faz sorrir
querer eternizar a imagem
...gosto apenas de ficar a olhar!

quarta-feira, junho 17, 2009

muxima!!





Vai..

Vai só lá!

Onde o rio desposa a terra com todos os seus braços…

Onde a luz trespassa o olhar irradiando o dia!

Onde o silêncio sussurra aos ouvidos… muxima mámué!

Descalça-te…sente a ligação á terra num respirar profundo.

Absorve todo o poder da magia do santuário natural!

Da vibração gratuita de amor!

E no final… deixa-te ir embora com um sorriso nos lábios

E no pensamento uma paz interminável.

Muxima mámué!











 

sexta-feira, maio 08, 2009

O rochedo, a Lua e o Mar



Era uma vez,
Não,
Eram muitas vezes, as vezes todas que quiser,

Um planalto.

O que é um planalto?
Ora, é um alto ao comprimido e plaaaaaaaaano!

Nesse planalto existia um rochedo gigante que quase tocava a lua,
A trovoada era a sua namorada, moça rebelde com temperamento fugaz e brusco,
Um dia a trovoada decidiu beijar o rochedo e com tal delicadeza o fez que o fendilhou de alto a baixo, formando assim uma gruta secreta no seu interior.
Nunca mais o rochedo quis saber da trovoada e para colmatar tamanho buraco que ela lhe deixou no seu delicado interior, decidiu albergar todos os que por ali passavam para fugir dela.

Grande mágoa do rochedo que sempre tinha de a ver por ali a rodopiar assustando todos e tudo com grandes ecos e clarões! Que miúda difícil essa!

E ele não podia sair dali, não podia fugir, só tinha de olvidar-se da sua existência virando-se para dentro da sua gruta e conversando com os seus amigos.

A lua era sua amiga, amiga de uma vida, sempre aparecia para conversar com ele, contavam todos os segredos secretos um ao outro.

Um dia o rochedo perguntou á lua,

Ó LU, tu daí do alto que vês? Eu com medo da trovoada voltei-me para o meu interior e esqueci-me já de como é o “alto ao comprido e plano”, que nos rodeia, da vastidão, da beleza infinita!
Só me resta falar com os meus amigos morcegos e ratinhos e aquela paca que ás vezes por aí aparece, gostava de saber como é aí em cima!

Pois, ámigo daqui vejo tudo, e mais… tudo, e tudo de tudo. Consegues imaginar? Dou a volta ao planalto e chego até espelho de água gigante, o mar! já ouviste falar?

Envergonhado o rochedo nem respondeu, pois na verdade nunca tinha saído dali, nem conseguia imaginar tal espelho ou que coisa é essa do mar!!

Ó LU, mas é longe esse mar? Não o podes cá chamar só para o conhecer e conversar com alguém de longe?

O Mar, o mar!!! o meu márito!! Sabes…. Respondeu ela corando!
Eu gosto dele!! … assim sabes?
Por isso ás vezes não volto, fico por lá a conversar, a contar os barcos, a ver os peixes, tudo coisas que não conheces, um dia explico-te!

No meio daquela converseta toda, desabafos e confidências ouviu-se ao longe… bem longe uma voz rouca baixinho baixinho… Lu anda! LU anda! LU Anda!
LUUUUUUUANDA!

E a lua virou-se para o rochedo o beijou-o na testa e calmamente seguiu caminho para ir ver o seu marito amado, lá para o lados depois do plano que ficava no alto comprido!

...e a lua sempre voltava para conversar com seu amigo de verdade...


(PS:dedico esta estória a todos os meus amigos de verdade, aqueles que estáo lá longe no plano comprido e alto (portugal e afins) e aos que estão junto ao mar e Luanda! )