Mais um domingo de cacimbo, mais uma voltinha.
Desta vez subimos um bocadinho mais para Norte do rio Dande,
cerca de 150km, Ambriz. Agora numa estrada asfaltada em óptimas condições, quando lá fui pela primeira vez era picada em terra alternada com troços de asfalto que de vez
em quando lá premiavam os condutores com um furozito!
Ambriz é uma pequena vila de pescadores e salinas, mas com grande presença militar e agora
também com a presença de empresas internacionais ligadas ao gás e petróleo.
Ainda se vêem vestígios da passagem dos Portugueses, o
casario as ruas e jardins. E dos Holandeses, o Forte, a Escola e o seu Torreão,
segundo o testemunho de um Sr. com quem parámos a conversar na rua. Apesar de eu achar que o
forte tem todas as características dos fortes Portugueses, muito parecido até,
exteriormente, já que não se pode visitar por estar ocupado pelos militares,
com o forte de São Miguel – Luanda, apesar de ter sido ocupado decerto pelos
Holandeses aquando da sua passagem por Angola.
Demos a volta a caminhar à vila, à procura de um restaurante
para almoçar, e todos com quem conversamos e nos cruzamos nas ruas nos
indicaram o mesmo restaurante “Janela Aberta”, o mais engraçado é que Janela
aberta por estas bandas é o nome dado a todos os comércios que estão abertos!
Podiam ser muitos portanto, mas além deste restaurante só havia uma mercearia
pequena, dois ou três bancos, dois hotéis rudimentares só com dormidas, sendo
assim não havia confusões onde iriamos almoçar! Na Janela Aberta.
Em terra de peixe e marisco, comemos bitoque! Ah! Mas é
mesmo assim, quem vai ao restaurante não vai comer o que come em casa mas sim, pitéu,
Carne! Só vejo esta explicação para só haver esta opção no restaurante e não
termos comido o peixe fresco ou a lagosta que depois vimos a chegar nos barcos
junto às salinas!
De interesse “arquitectónico”, existem os jardins centrais
com arruamentos nas laterais, o Torreão da Escola agora sem relógio, apesar
de em 2008 ainda o ter fotografado com ele pendurado e com as acácias rubras
floridas, o Antigo Clube Aéreo de Ambriz, onde almocei em 2008 e agora
fechado, onde ainda se pode ver de pé a tela em betão da sala de cinema ao
ar livre, a Igreja, o casario antigo, os jardins, as muralhas da fortaleza, e o
monumento com a bandeira de Angola, junto ao Jardim… as praias, desta vez não
houve tempo, mas conseguimos um contacto, para uma próxima, de um pescador
simpático que prontamente se voluntariou para nos levar aos melhores spots de
praias nos arredores, mas distantes em quilómetros, visto que existem duas
lagoas que separam a margem sul onde está a vila e a margem norte onde estão as
praias desertas, fica para um outro cacimbo.
Agora o registo de Ambriz em agosto de 2016 (cacimbo):
E... o registo de Ambriz em novembro de 2008 (verão):
No fim o regresso calmo, sem trânsito, e uma última
fotografia num majestoso embondeiro que sorriu para nós a pedir uma fotografia.